quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Roberto Carlos - Cantor


Roberto Carlos Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de abril de 1941) é um cantor e compositor brasileiro. Ele foi um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, liderando o primeiro grande movimento de rock feito no Brasil. Além dos discos, estrelou um programa na TV Record, chamado Jovem Guarda (que batizou esse movimento de rock), e filmes inspirados na fórmula lançada pelos Beatles - como "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa" e "Roberto Carlos a 300km por Hora". Atualmente continua se apresentando com frequência e produz anualmente um especial que vai ao ar na semana do Natal pela Rede Globo, mesma época em que costumavam ser lançados seus discos anuais. Segundo a ABPD, o Roberto Carlos é o artista solo com mais álbuns vendidos na história do Brasil.[1]

Entre 1961 e 1998, Roberto lançou um disco inédito por ano. Seus discos já venderam mais de 120 milhões de cópias e bateram recordes de vendagem - em1994 chegou a marca de 70 milhões de discos vendidos -, incluindo gravações em espanhol, inglês e italiano, em diversos países. Fez milhares de shows em centenas de cidades no Brasil e no exterior. Seu fã-clube é um dos maiores do mundo. Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas. Sua popularidade o tornou conhecido no Brasil e na América Latina como O Rei. Em 2010, durante premiação no Radio City Music Hall, em Nova Iorque, o então presidente da Sony Music, Richard Sanders, intitulou-o Rei da Música Latina.

Tendo iniciado a carreira sob influência do rock'n'roll que vinha dos Estados Unidos da América, despontou no início da década de 1960 com composições próprias, geralmente feitas em parceria com o amigo Erasmo Carlos, e versões de sucessos do então recente gênero musical - entre os quais, "Splish Splash","O Calhambeque", "Parei na contramão" e "É Proibido Fumar" -, fundando as bases para o primeiro movimento de rock feito no Brasil. Com o sucesso, estrelou ao lado de Erasmo e Wanderléa um programa na TV Record chamado Jovem Guarda, que daria nome ao movimento musical. Desta fase, destacaram-se inúmeros sucessos como "Não quero ver você triste", "Lobo Mau", "A garota do baile", "Não é papo pra mim", "Parei, olhei", "História de um homem mau","Quero que vá tudo pro inferno", "Esqueça", É papo firme", "Mexericos da Candinha", "Eu te darei o céu", "Nossa canção", "Namoradinha de um amigo meu","Eu sou terrível", "Quando", "Maria, Carnaval e Cinzas", "Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim", "Como é grande o meu amor por você", "Se você pensa","As canções que você fez pra mim", "Ciúme de você", "Eu te amo, te amo, te amo", "As curvas da estrada de Santos", "As flores do jardim da nossa casa","Sua estupidez".

Na virada para década de 1970, reformulou seu repertório rock'n roll e se tornou um cantor e compositor basicamente romântico, que não modificou desde então. Logo também mudava seu público-alvo, que deixou de ser o jovem e passou a ser o adulto. Nessa linha, emplacou mais grandes sucessos como"Detalhes", "Amada Amante", "Como dois e dois", "Debaixo dos caracóis dos seus cabelos", "Quando as crianças saírem de férias", "Como vai você","Proposta", "A Cigana", "O portão", "Eu quero apenas", "Além do horizonte", "Olha", "Os seus botões", "Ilegal, imoral ou engorda", "Amigo", "Falando sério","Cavalgada", "Outra vez", "Força estranha", "Café da manhã", "Na paz do seu sorriso", "Amante à moda antiga", "Emoções", "Cama e mesa", "Fera ferida", "O côncavo e o convexo", "Caminhoneiro", "Verde e Amarelo", "Pergunte pro seu coração", "Dito e feito", "Tanta solidão", entre outras. Também a partir dessa fase despontaram composições de cunho religioso em sua obra, algumas também com bastante sucesso, como "Jesus Cristo", "Todos Estão Surdos", "A montanha", "O homem", "Fé", "Estou aqui", "Guerra dos Meninos", "Ele esta pra chegar" e "Nossa Senhora", entre outras.
Roberto Carlos foi, ainda, um dos artistas que apoiaram a ditadura militar brasileira (1964-1985), tendo sua atuação em prol do regime ditatorial sido reconhecida em documentos oficiais do Ministério do Exército, à época.[2]

Infância

Nascido no interior do Espírito Santo, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, é o quarto e último filho do relojoeiro Robertino Braga (27 de março de 1896[3] — 27 de janeiro de 1980[4]) e da costureira Laura Moreira Braga (Mimoso do Sul, 10 de abril de 1914 — Rio de Janeiro, 17 de abril de 2010). A família morava no bairro do Recanto, numa casa modesta, no alto de uma ladeira. Os demais membros da família eram: Lauro Roberto Braga, Carlos Alberto Braga e Norma Moreira Braga, a qual Roberto Carlos carinhosamente chamava Norminha.

Aos seis anos de idade, no dia da Festa de São Pedro, que é o padroeiro da cidade de Cachoeiro do Itapemirim, ele foi atropelado por uma locomotiva a vapor e sua perna direita teve de ser amputada até pouco abaixo do joelho.[5] Até hoje ele usa uma prótese, mas evita falar no assunto.

Ainda criança aprendeu a tocar violão e piano - a princípio com sua mãe e, posteriormente, no Conservatório Musical de Cachoeiro de Itapemirim. Apesar de seu sonho de infância de ser arquiteto, dedicou-se à música. O ídolo na época era Bob Nelson, um artista brasileiro que se vestia de cowboy e cantava música "country" em português. Incentivado pela mãe, cantou pela primeira vez em um programa infantil na Rádio Cachoeiro, aos nove anos. Apresentou-se cantando o bolero "Amor y más amor". Como prêmio pelo primeiro lugar, recebeu balas. O cantor recordaria anos depois o momento, relatado na obra"Roberto Carlos em Detalhes", de Paulo Cesar de Araújo: "Eu estava muito nervoso, mas muito contente de cantar no rádio. Ganhei um punhado de balas, que era como o programa premiava as crianças que lá se apresentavam. Foi um dia lindo."[6] Tornou-se então presença assídua do programa, todos os domingos acreditando no seus sonhos de canta.

Carreira musical - Década de 1950

Na segunda metade dos anos cinquenta, Roberto Carlos mudou-se para Niterói e, seguindo a tendência juvenil da época, entrou em contato com um novo ritmo musical, o Rock, passando a ouvir Elvis Presley, Bill Haley, Little Richard, Gene Vincent e Chuck Berry. Em 1957, Arlênio Lívio, um colega de escola, levou Roberto Carlos para conhecer um grupo de amigos que se reunia na Rua do Matoso, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Lá conheceu Sebastião (Tim) Maia, Edson Trindade, José Roberto "China" e Wellington. Formou com Arlênio, Trindade e Wellington o primeiro conjunto musical, The Sputniks. Certa vez, ele precisava da letra de "Hound Dog" - e o grande fã de Elvis Presley daquela turma de amigos era Erasmo (Carlos) Esteves. Desta forma, Roberto Carlos conheceu aquele que se tornaria o maior parceiro musical.
Tim Maia saiu dos Sputiniks e o grupo foi desfeito. Edson Trindade, Arlênio e China formaram o grupo The Snakes, chamando Erasmo para ser vocalista. A carreira solo de Roberto foi iniciada no mesmo ano como cantor da boate do Hotel Plaza, em Copacabana, cantando samba-canção e bossa nova. The Snakes acompanhavam tanto Roberto Carlos quando Tim Maia, contudo ambos nunca fizeram parte do grupo, Roberto Carlos passou a se apresentar com frequência em clubes e festas. Roberto foi convidado por Carlos Imperial a se apresentar no programa musical "Clube do Rock", da TV Tupi. Carlos Imperial costumava apresentar Roberto Carlos como o "Elvis brasileiro" e Tim Maia como o "Little Richard brasileiro". No final daquela década, Roberto gravou alguns compactos e iniciava sua carreira oficialmente.
Em 1959, Roberto Carlos lançou "João e Maria/Fora do Tom", um compacto simples. Dois anos depois, ele lançava o primeiro álbum, "Louco Por Você". Imperial compôs boa parte das canções deste disco. O disco não chegou a ter tanto sucesso, e hoje é esquecido.

Década de 1950 - a Jovem Guarda


Roberto Carlos insistiu em investir na música jovem da época, o rock, e em 1962 lançou "Splish Splash". Com o amigo Erasmo, Roberto compunha versões de hits do álbum e canções próprias como "Splish Splash" e "Parei na Contramão", que se tornaram grandes sucessos. No ano seguinte, o cantor novamente esteve nas paradas de sucesso com o LP É Proibido Fumar, em que, além da faixa-título, destacou-se a canção "O Calhambeque". Assim nascia a Jovem Guarda.

Conhecido nacionalmente, Roberto Carlos começou a apresentar o programa Jovem Guarda em 1965, da TV Record, ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa. O programa popularizou ainda mais o movimento e consagrou o cantor, que se tornou um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira. Ainda em 1965, foram lançados os álbuns "Roberto Carlos Canta Para A Juventude" - com sucessos "História de Um Homem Mau", "Os Sete Cabeludos", "Eu Sou Fã do Monoquíni" e "Não Quero Ver Você Triste", parcerias com Erasmo Carlos - e "Jovem Guarda", com os sucessos "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno", "Lobo Mau", "O Feio" (de Getúlio Côrtes) e"Não é Papo Pra Mim".

Em 1966, Roberto Carlos apresentou os programas "Roberto Carlos à Noite", "Opus 7", "Jovem Guarda em Alta Tensão" e "Todos os Jovens do Mundo", todos de vida efêmera e da TV Record. Mas o que mais marcaria aquele ano seria uma briga por motivos profissionais, que quase colocou fim à parceria entre Roberto e Erasmo Carlos. A razão da separação foi uma falha da produção do programa "Show em Si… Monal", da TV Record, que homenageava Erasmo. A produção do programa havia preparado um pot-pourri com as composições mais famosas de Erasmo, entre as quais "Parei na Contramão" e "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno".

A controvérsia foi criada por conta de que estas canções foram compostas em parceria com Roberto Carlos, mas os créditos foram dados unicamente a Erasmo. Os dois se desentenderam, e a parceria ficou suspensa por mais de um ano. Neste período, Roberto compôs "Querem Acabar Comigo" e "Namoradinha de um Amigo Meu", que foram lançadas no LP "Roberto Carlos" daquele ano o disco ainda tinha os sucessos "Eu Te Darei o Céu", "Esqueça" (versão de Roberto Corte Real), "Negro Gato" (de Getúlio Côrtes) e "Nossa Canção" (de Luiz Airão).[7] Em 1967, a amizade Erasmo-Roberto seguia estremecida, embora os dois apresentassem - junto com Wanderléa - o programa "Jovem Guarda", na TV Record. Roberto Carlos compôs sozinho sucessos como "Como É Grande O Meu Amor Por Você", "Por Isso Corro Demais","Quando" e "de Que Vale Tudo Isso", que seriam lançados no LP "Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura", trilha sonora do filme homônimo, lançado no ano seguinte, e que teve produção e direção de Roberto Farias e elenco com José Lewgoy e Reginaldo Farias. O filme tornou-se um grande sucesso de bilheteria do cinema nacional. A relação entre Erasmo e Roberto Carlos voltaria ao normal por causa de "Em Ritmo de Aventura". Envolvido com diversos compromissos profissionais, Roberto não conseguia finalizar a letra da canção de "Eu Sou Terrível", que seria a faixa inicial da trilha sonora do longa-metragem. Então, ele pediu auxílio ao velho parceiro Erasmo Carlos, que o ajudou a finalizar a letra. Assim, a amizade e a parceria dos dois foram retomadas.[8] Ainda naquele ano, Roberto Carlos fez em Cannes (França) os primeiros espetáculos no exterior e participou de alguns festivais de Música Popular Brasileira. Com "Maria, Carnaval e Cinzas" (de Luís Carlos Paraná), o cantor ficou em quinto lugar. Algumas pessoas hostilizaram a presença de um ícone da Jovem Guarda - tido como "alienado" sob a óptica da época.

Em 1968 foi lançado o LP "O Inimitável". Disco de transição na carreira do cantor, o álbum teve influências na black music (Soul/Funk) estadunidense e emplacou vários sucessos, como "Se Você Pensa","Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo", "É Meu, É Meu, É Meu", "As Canções que Você Fez Pra Mim" (todas parcerias com Erasmo Carlos), "Ciúme de Você" (de Luiz Ayrão) e "E Não Vou Deixar Você Tão Só"(de Antônio Marcos). Ainda naquele ano, Roberto Carlos se tornaria o primeiro e único brasileiro a vencer o Festival de San Remo (da Itália), com a canção "Canzone Per Te", de Sergio Endrigo e Sergio Bardotti. A mudança de estilo do cantor viria definitivamente em 1969. O álbum "Roberto Carlos" foi marcado por um maior romantismo em lugar dos tradicionais temas juvenis típicos da Jovem Guarda. Entre os sucessos deste LP estão "As Curvas da Estrada de Santos", "Sua Estupidez" e "As Flores do Jardim da Nossa Casa", todas parcerias com Erasmo Carlos. Ainda naquele ano, foi lançado o "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa", segundo filme dirigido por Roberto Farias e novo êxito de bilheteria.


Década de 1970 - 2000

Roberto Carlos em em abril de 2009.

A partir da década de 1970, marcaria o fim da Jovem Guarda e consolidaria o prestígio de Roberto Carlos como intérprete romântico no Brasil e no exterior (Estados Unidos, Europa e América Latina). O cantor seria o artista brasileiro que mais venderia discos no país. Várias das suas canções foram gravadas por artistas como Julio Iglesias, Caravelli e Ray Conniff. Em 1970, o cantor fez uma bem-sucedida temporada de shows no Canecão. No final daquele ano, foi lançado o álbum anual, que trouxe sucessos como "Ana", "Vista a Roupa Meu Bem" e "Jesus Cristo", canção que também marcava sua aproximação com a religião.

No ano seguinte, foi lançado "Roberto Carlos a 300 km por Hora", o último filme e também um grande sucesso nacional. Ainda em 1971, foi lançado "Roberto Carlos", disco contou com os sucessos "Detalhes", "Amada Amante","Todos Estão Surdos", "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos" (homenagem a Caetano Veloso) e "Como Dois e Dois" (de Caetano). O álbum "Roberto Carlos", de 1972, repercutiu com "A Montanha" e "Quando as Crianças Saírem de Férias", além de ter sido o primeiro LP a atingir a marca de um milhão de cópias vendidas; e "Roberto Carlos", de 1973, com "Rotina" e "Proposta". Em 24 de dezembro de 1974, a Rede Globo exibiu um especial do cantor, que obteve um enorme índice de audiência. A partir daquele ano, o programa seria veiculado anualmente, sempre no final do ano.

Em 1975, o grande sucesso seria "Além do Horizonte". No ano seguinte, o cantor gravaria o novo LP nos estúdios da CBS em Nova Iorque. O álbum lançou as canções "Ilegal, Imoral ou Engorda" e "Os Seus Botões". Em 1977, Roberto Carlos gravou "Muito Romântico" (de Caetano Veloso) e "Cavalgada", lançadas no disco natalino e que alcançaram os primeiros lugares nas paradas musicais.

No ano seguinte, foi lançado "Roberto Carlos", de 1978, de onde se destacaram as famosas "Café da Manhã", "Força Estranha" (de Caetano Veloso) e "Lady Laura"- esta última dedicada a sua mãe. O disco vendeu um milhão e quinhentas mil cópias. Além de álbuns que vendiam mais de 1 milhão de cópias por ano, os shows de Roberto Carlos eram também disputados: em 1978, o cantor percorreu o país por seis meses, sempre com casas lotadas. Quando visitou o México em1979, o papa João Paulo II foi saudado com a canção "Amigo", cantada por um coro de crianças. O evento foi transmitido ao vivo para centenas de milhões de pessoas no mundo. Roberto também se engajou da ONU em prol do Ano Internacional da Criança.

No início da década de 1980, participou de outra campanha, dessa vez para o Ano Internacional da Pessoa Deficiente. Em 1981, o cantor fez excursões internacionais e gravou o primeiro disco em inglês - outros seriam lançados em espanhol, italiano e francês. Também gravou o disco anual, que contou com sucessos como "Emoções", "Cama e Mesa" e "As Baleias". Em 1982, Maria Bethânia participou do álbum anual, no dueto "Amiga". Era a primeira vez que o cantor convidava um outro artista para participar das gravações do disco. Roberto Carlos (1982) ainda teve o sucesso "Fera Ferida", outra parceria com Erasmo.

Em 1984, sua canção "Caminhoneiro" foi executada mais de três mil vezes nas rádios do país em um único dia e, no ano seguinte, "Verde e Amarelo" bateria esta marca ao ser tocada três mil e quinhentas vezes..[9] Em 1985 participou da Campanha para ajudar as crianças da América Latina, na canção Cantarê Cantarás ao lado de Júlio Iglesias, Glória Estefan, José Feliciano, Plácido Domingos entres outros. Ganhou em 1988 o Grammy de Melhor Cantor Latino-americano e, no ano seguinte, atingiu o topo da parada latina da Billboard. Ainda em 1989, teve grande repercussão com "Amazônia". No tradicional especial de fim de ano da Rede Globo cantou sucessos como Outra vez ao lado de Simone.

Durante a década de 1990, o sucesso de Roberto Carlos prosseguiu tanto em nível nacional quanto internacional. Em 1992 gravou seu nome na Calçada da Fama em Miami nos Estados Unidos, para artistas latinos. Em 1994, Roberto Carlos conseguiu bater os Beatles em vendagens na América Latina, vendendo mais de 70 milhões de discos. No mesmo ano, gandes artistas do rock nacional da época, comoCássia Eller, Kid Abelha, Skank e entre outros, gravam o disco REI em que eles interpretam grandes sucessos do cantor, e este é lançado no mesmo ano. Em 1995, liderados por Roberto Frejat, grandes nomes do pop-rock brasileiro como Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Barão Vermelho e Skank homenagearam Roberto Carlos com a gravação de canções da época da Jovem Guarda. No ano seguinte, Roberto Carlos emplacou mais um sucesso em parceria com Erasmo Carlos: "Mulher de 40", e gravou ao lado de Júlio Iglesias, Glória Estefan, Plácido Domingos, Ricky Martin, John Secada entre outros, em espanhol a canção Puedes LLegar, o tema das Olimpíadas de Atlanta nos Estados Unidos. Já em 1997, foi lançado o álbum em língua espanhola "Canciones que amo".

Em 1998, em decorrência da doença de sua esposa Maria Rita, Roberto Carlos teve de conciliar a gravação do disco anual e o apoio à esposa internada na capital paulista. "Seu disco anual", que quase não foi lançado, tinha apenas quatro canções inéditas, entre elas "O Baile da Fazenda", uma parceria com Erasmo Carlos e que contou com a participação especial de Dominguinhos. Em 1999, o agravamento do estado de saúde de Maria Rita, seguido de sua morte em dezembro daquele ano, fez com que o cantor deixasse de apresentar o tradicional especial de final de ano na Rede Globo e não gravasse o disco anual.[10][11] A gravadora Sony acabou lançando "Os 30 Grandes Sucessos (Vol. 1 e 2)", uma coletânea dupla com os maiores sucessos da carreira de Roberto e uma faixa-inédita, a religiosa "Todas as Nossas Senhoras", escrita com Erasmo.


Década de 2000 - Atualmente

Depois de um período de reclusão, Roberto Carlos retomou sua carreira com a turnê "Amor Sem Limite", inaugurada em Recife, em novembro de 2000,[12][13] título da canção - feita em homenagem a Maria Rita - de maior destaque no álbum lançado em dezembro daquele mesmo ano.[14][15] Ainda naquele ano, o cantor rompeu o contrato com a gravadora Sony (ex-CBS),[16][17] após 39 anos de parceria.[18] Em 2001, Roberto recebeu inúmeras homenagens pelo 60º aniversário e gravou o álbum"Acústico MTV",[19] depois de meses de negociações entre a Rede Globo e a MTV Brasil.[20][21] O álbum trouxe 14 releituras em versão acústica para antigos sucessos, alguns cantados com a participação de artistas como Samuel Rosa, do Skank (em "É Proibido Fumar"), Tony Bellotto, dos Titãs (em "É Preciso Saber Viver"), entre outros.

No ano seguinte, Roberto Carlos foi acusado pelo maestro Sebastião Braga de plagiar a melodia da sua composição "Loucuras de Amor" em "O Careta", de 1987.[22] Também foi lançado o DVD "Acústico MTV",[23] que logo seria retirado de circulação devido a problemas contratuais. Em comemoração aos 90 anos do bondinho do Pão de Açúcar, o cantor fez uma apresentação para 200 mil pessoas no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.[24]

No final de 2003, apresentou-se no Ginásio do Maracanãzinho, onde foram gravadas imagens para o tradicional especial natalino na Rede Globo, e também onde foi divulgado seu novo álbum, "Pra sempre", totalmente dedicado a Maria Rita. Com nove canções inéditas, o disco contou com "O Cadillac" (única faixa escrita com Erasmo), "Acróstico" (cujas primeiras letras dos versos formam a frase "Maria Rita Meu Amor") e a bela "Todo Mundo Me Pergunta", além da faixa título "Pra Sempre".

Em janeiro de 2004, Roberto fez um show no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, como parte das comemorações dos 450 anos da cidade. Em outubro do mesmo ano, o cantor lotária o Estádio do Pacaembu, também na capital paulista, na apresentação do show "Pra Sempre" e que seria lançado em DVD. Após iniciar tratamento terapêutico, ele também reconheceu publicamente sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo,[25] síndrome que o levou a um comportamento excessivamente supersticioso e o fez abandonar do repertório dos espetáculos canções famosas como "Café da Manhã", "Outra Vez" e "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno". Em entrevista coletiva, admitiu que poderia voltar a cantá-las, demonstrando os resultados do tratamento.[26] No final desse ano, comemorou o 30º aniversário do primeiro especial para a Rede Globo e foi lançado o primeiro volume de sua discografia, em uma caixa por década, que reúne seus discos em formato mini-LP e sonoridade remasterizada.

Em 2005, o Jornal do Brasil organizou uma votação sobre discos que emplacaram diversos sucessos ao mesmo tempo na música brasileira. Os primeiro e o segundo lugares ficaram com Roberto Carlos, com "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", de 1967 (com sucessos como "Eu Sou Terrível", "Quando" e "Como É Grande O Meu Amor Por Você") e "Roberto Carlos", de 1977 (com sucessos como"Amigo", "Outra Vez", "Cavalgada", "Falando Sério" e "Jovens Tardes de Domingo"). Ainda nesse ano, chegou a um acordo com o maestro Sebastião Braga, que o acusava de plagiar uma canção sua..[27]Apesar do sucesso de vendas, os trabalhos recentes de Roberto Carlos continuam a desagradar à crítica, que o considera repetitivo. Ainda naquele ano, recebeu uma indicação e venceu o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Romântica, pelo álbum "Pra Sempre Ao Vivo no Pacaembu".[28]


Em dezembro de 2006, foi lançado "Duetos", CD com 14 faixas e DVD com 16 números, que apresentava momentos tirados dos especiais gravados para a Rede Globo desde a década de 1970. No mesmo período, a Editora Planeta lançou o livro "Roberto Carlos Em Detalhes", de Paulo Cesar de Araújo,[29] uma biografia não-autorizada sobre o cantor, resultado de uma pesquisa ao longo de 16 anos e reuniu depoimentos de cerca de 200 pessoas que participaram da trajetória de Roberto.[30]Roberto Carlos repudiou a publicação, alegando haver nela inverdades, e anunciou sua intenção de retirar de circulação a obra. Ainda neste ano Roberto Carlos ganha o Grammy Latino pelo melhor álbum de música romântica (Álbum "Roberto Carlos", 2005).

Em janeiro de 2007, o cantor fez uma viagem à Espanha, onde gravou o primeiro álbum em espanhol em uma década. A Justiça deu ganho de causa a Roberto Carlos e o livro "Roberto Carlos em Detalhes" foi retirado das lojas ao final de fevereiro de 2007.[31] Em 27 de abril de 2007, após longa audiência no Forum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, foi determinado o recolhimento de todos os exemplares do livro.[32] Em junho, fez apresentações no Canecão. Além de participações especiais dos cantores Gilberto Gil e Zeca Pagodinho, dos jornalistas Nelson Motta e Leda Nagle e atores e atrizes consagrados, o repertório do show contou com a íntegra de"É Preciso Saber Viver", canção cujo verso "se o bem e o mal existem" o cantor se recusava a cantar fazia muito tempo, em função do TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), de que falou descontraído e apontando melhoras.

Em 2008, Roberto e Caetano Veloso fizeram juntos um show em tributo a Antonio Carlos Jobim que foi registrado no CD e DVD Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim. Nesse show participaram com eles Jaques Morelenbaum, Daniel Jobim e Wanderlea. Na ocasião em que completou 50 anos de carreira, em2009, iniciou uma turnê de comemoração de 50 anos, cuja primeira apresentação foi em Cachoeiro de Itapemirim, sua cidade natal, no dia em que completa 68 anos. O show foi no estádio do Sumaré, em 19 de abril daquele ano. Em abril, aconteceu o show 'Elas Cantam Roberto - DIVAS', no Theatro Municipal de São Paulo, que contou com a participação de grandes cantoras nacionais como Adriana Calcanhoto, Alcione, Ana Carolina, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Ivete Sangalo, Luiza Possi, Marina Lima, Mart'nália, Nana Caymmi, Paula Toller, Rosemary, Sandy, Wanderléa, Zizi Possi e Hebe Camargo e Marília Pêra. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009[33].

Em 17 de março de 2010,gravou o CD e DVD '"Emoções Sertanejas"' ao lado de artistas da música sertaneja, como Paula Fernandes, Victor & Leo, Bruno & Marrone, Tinoco, Chitãozinho & Xororó, Daniel,Leonardo, Martinha, entre outros. O especial foi exibido pela Rede Globo no dia 1º de abril do mesmo ano e lançado em CD e DVD meses depois. Pela primeira vez desde 1974 Roberto Carlos fez um show ao vivo na Praia de Copacabana no dia 25 de Dezembro de 2010 para um público de 700.000 pessoas e transmitido ao vivo pela Rede Globo. o show contou com participações especiais do grupo de pagodeExaltasamba, dos sertanejos Bruno & Marrone e da cantora Paula Fernandes, de Neguinho da Beija Flor e a bateria da escola de Nilópolis (que levou em seu desfile a vida do Rei Roberto Carlos para osambódromo no carnaval de 2011) além de um coral de 200 crianças da comunidade da Rocinha.

Em 2011 a Beija-Flor foi a grande campeã do Carnaval Carioca. Com o enredo "A simplicidade de um rei", sobre a vida de Roberto Carlos. Com um desfile tecnicamente perfeito, marca registrada da agremiação, a azul e branco contou com todo o carisma do rei, que veio no último carro alegórico e levou a Marquês de Sapucaí ao delírio. Ao final do desfile, Roberto Carlos disse que chorou e sorriu na avenida.

Projeto Emoções em Jerusalém

No segundo semestre de 2011, o cantor fará um grande show na cidade de Jerusalém. O evento na cidade santa já está sendo anunciado desde o começo do mesmo ano. Muitos dos fãs torcem para que um Blu-ray-DVD 

Vida pessoal

Roberto Carlos sempre manteve sua vida pessoal afastada dos holofotes e nunca permitiu a exposição dos filhos. Em seu repertório, Roberto Carlos homenageou seus pais (Lady Laura e Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo) e seus filhos (As Flores do Jardim da Nossa Casa, Quando As Crianças Saírem de Férias e Fim de Semana).

No período da Jovem Guarda, ele possivelmente teve um caso passageiro com a modelo Maria Stella Splendore, então mulher do famoso estilista Dener. Desta relação, há a possibilidade, até hoje não confirmada, do cantor ser pai da filha de Maria Stella, Maria Leopoldina Splendore Pamplona de Abreu. Isto teria sido o pivô da separação de Dener e Maria Stella.[34]

Em 1968, ele casou-se em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), com Cleonice Rossi Braga, falecida de câncer de mama e câncer de pulmão, em 1990. Cleonice é mãe de seus dois filhos, nascidos no Rio de Janeiro: Roberto Carlos Segundo, chamado de Segundinho, mais conhecido como Dudu Braga, nascido em 1969, e Luciana, nascida em 1971. Segundinho nasceu com glaucoma de difícil tratamento e hoje tem menos da metade da capacidade visual e anda sempre de bengala e acompanhado.[35]

Ele ainda assumiu a paternidade de Ana Paula Rossi Braga, filha de um namoro de Cleonice em que o pai do bebê não quis assumir. Roberto, então, por amor a esposa, se apegou a filha dela e a registrou como sua filha legítima, colocando nela o seu nome na certidão. Em 1979, o casamento com Cleonice se desfez, iniciando um romance com a atriz Myrian Rios, com quem teve um casamento que duraria onze anos. Não quiseram ter filhos.

Na década de 1990, o cantor descobriu que o seu breve relacionamento com a modelo e comerciante Maria Lucila Torres gerou um filho, Rafael Torres, que ele assumiu como seu filho legítimo através de teste de paternidade. Na época, Maria Lucila não quis revelar a Roberto que ele a tinha engravidado por vergonha, pois foi um caso passageiro que tiveram. Ela sempre falava ao filho que Roberto era seu pai e Rafael fez o teste para realizar o desejo da mãe Após alguns meses de ter descoberto que Roberto era seu pai, Rafael perdeu a mãe: Maria Lucila morreu de câncer de mama. Roberto, antes dela morrer, a tirou da casa miserável que vivia com os três filhos, sendo só Rafael filho de Roberto, que a colocou em uma casa melhor para ela viver até sua morte, que foi rápida e repentina.[36]

Em 1995, o cantor casou-se com sua antiga namorada, a pedagoga Maria Rita Simões Braga - eles não quiseram ter filhos. Eles se conheceram em 1977, já que a enteada de Roberto Carlos apresentou a amiga ao padrasto, em um show do interior de São Paulo, já que Ana Paula e Maria Rita estudaram juntas, mas o pai de Maria Rita não aceitou a aproximação deles dois, por Roberto ser bem mais velho. Eles se separaram e só voltaram a se reencontrar catorze anos depois, em 1991, quando começaram a namorar.[35].

Em 1998, foi diagnosticado câncer em todos os órgãos, oq ue fez Maria Rita sofrer muito internada. Ela veio a falecer em dezembro de 1999, fato que abalou profundamente Roberto Carlos.[37]

Em 17 de abril de 2010 morreu aos 96 anos Laura Moreira Braga, mãe de Roberto, a dois dias de o Rei completar seu aniversário de 69 anos. A notícia da morte de sua mãe foi dada durante uma apresentação que Roberto Carlos fez no Radio City Music Hall, em Nova York. Ana Paula morreu em 16 de abril de 2011 nos braços do marido, o guitarrista Paulo Coelho Soares, que toca na banda de Roberto. Ana Paula faleceu de repente de parada cardíaca, o que causou muita tristeza a Roberto Carlos.[38]. Roberto, muito arrasado, cancelou um show que faria em Vitória no dia de seu aniversário (19 de abril).[39]


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domingo, 7 de outubro de 2012

Tiririca (artista)


Francisco Everardo Oliveira Silva[2] (Itapipoca, 1 de maio de 1965), conhecido pelo nome artístico de Tiririca, é um cantor, compositor, humorista, epolítico brasileiro. Recentemente filiado ao Partido da República, Tiririca foi eleito deputado federal por São Paulo, tendo sido o segundo deputado mais votado em toda a história do Brasil.[3]

Aos oito anos, começou a trabalhar em circo na cidade natal Itapipoca, onde atuava como palhaço e a alcunha de Tiririca o acompanha desde a infância, devido à personalidade muito forte de que gozava. O apelido foi dado pela mãe, quando o filho era mal-humorado e zangado. Frase mais famosa: "Ora menino, só sendo mesmo menino, menino!". Nesta época, as apresentações de Tiririca em barracas — espécies de pequenos circos, muito comuns no Nordeste,Tiririca, viveu por muito tempo em Cascavel, Pindoretama, Aquiraz e adjacentes litoral leste, no Ceará, onde tinha seus pequenos circos que animavam a cidade, valendo destacar um grande número: "Não Percam o Homem Que Vira Peixe", na hora do espetáculo Tiririca pegava um peixe morto enfiava-lhe um espeto e saia girando. E despertando gargalhadas. Com o talento passou a mostrar sua habilidade em Fortaleza e região metropolitana, onde seu sucesso e fama se tornaram cada vez mais constantes.

Devido ao grande sucesso alcançado nesses espetáculos, os barraqueiros da região se cotizaram e pagaram as primeiras mil cópias do CD de estreia, que bateu índices recordes de vendagem mais de 1,5 milhão de cópias, isso graças à exaustiva execução nas rádios da canção de estilo regional nordestino Florentina, no repertório deste. Distribuída inicialmente pelas regiões de Juazeiro e Pernambuco, pouco tempo depois a música se tornou conhecida nacionalmente. A gravadora Sony Music comprou o disco e o lançou nacionalmente. Tiririca também bateu recordes de audiência em programas televisivos, que anteriormente pertenciam ao grupo Mamonas Assassinas e outra canção que obteve relevante sucesso foi Eu Sou Chifrudo. O primeiro CD também causou muita polêmica, pois continha a canção Veja os cabelos dela, considerada por muitos como racista. Não obstante, os discos foram apreendidos, a execução das canções pelas rádios foi proibida e Tiririca foi processado por racismo. Ao fim, ele acabou sendo absolvido da acusação. Em 1997, gravou o segundo CD (Tiririca), com destaque para as canções O Padroeiro do Ceará, Índia e Ele é Corno mas é meu Amigo. Depois de um breve afastamento da mídia motivado por problemas pessoais, ressurge em 1999 com o lançamento do terceiro CD (Dança da Rapadura), lançado pela independente Indie Records. O maior sucesso do disco foi a canção Casado com uma Viúva. Outra gravação de Tiririca foi a música "Índia", de Cascatinha e Inhana. A grande diferença, porém, é que durante a música inteira Tiririca só cantou a primeira frase da letra original: "Índia seus.

Realizando uma série de espetáculos, no mesmo ano ingressou na Rede Record onde fez parte do elenco fixo do humorístico Escolinha do Barulho, abandonando temporariamente a atividade musical. Antes fora contrato da Rede Manchete aonde protagonizava um programa infantil. Posteriormente transferiu-se para o SBT, onde tinha um quadro fixo no programa A Praça é Nossa. Lançou o CD Alegria do Forró e retornou à Rede Record onde participava do programa Show do Tom, apresentado pelo também humorista Tom Cavalcante até ser eleito em 2010.

Vida política

Em 2010, Tiririca lançou sua candidatura para deputado federal pelo estado de São Paulo por meio do Partido da República. Utiliza bordões como "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto", ou "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Tais bordões levaram um candidato a deputado estadual a representá-lo junto ao Ministério Público Eleitoral, sob o fundamento de que estaria afrontando o Congresso Nacional e o poder público em geral. A representação, contudo, foi arquivada.[4] Além do mais, Tiririca é apontado como um analfabeto pela Revista Época, o que também pode impugnar sua candidatura.[5]No dia 3 de outubro de 2010 Tiririca torna-se o Deputado Federal mais votado do Brasil e eleito pelo estado de São Paulo com 1.348.295 (6,35%).[6] Em 30 de outubro de 2010 a defesa de Tiririca alegou que ele sofre de Transtorno de Desenvolvimento da Expressão Escrita, uma deficiência motora que o impediria de segurar uma caneta com firmeza. A defesa afirma que Tiririca contou com o auxílio de sua mulher para escrever de próprio punho a declaração de alfabetização, exigida pela Lei Eleitoral. A mulher de Tiririca teria apoiado sua mão sobre a mão do marido para ajudá-lo a firmar a caneta no momento da redação. Por causa da deficiência, diz a defesa, Tiririca também estaria impossibilitado de fazer testes de escrita.

A explicação contradiz o vídeo gravado por ÉPOCA em setembro, que deu origem às suspeitas de analfabetismo. As imagens mostram Tiririca dando autógrafo a um fã. Em pé, de improviso, Tiririca segura um caderno com a mão esquerda e rabisca uma assinatura circular com a mão direita. O humorista ainda desenha o que seriam as letras de seu nome. Ele não demonstra nenhum sinal de dificuldade para segurar a caneta.[7] Após muita polêmica, em 17 de dezembro o candidato foi o primeiro a ser diplomado na Assembleia Legislativa em São Paulo. Tiririca foi aplaudido pelas pessoas que estavam nas galerias e pretende focar seus projetos nas áreas de educação e cultura, na defesa de artistas circenses em geral e ciganos.[8] Tiririca vai integrar a comissão de educação e cultura da câmara. Essa informação, confirmada pelo líder da casa, Lincoln Portela, vai ser oficializada dia 1º de março, segundo o PR.[9] Em abril de 2011 se envolveu em controvérsia ao empregar dois amigos humoristas como assessores, sem obrigá-los a cumprir expediente diário na Câmara e gratificando-os com salário de R$ 8 mil cada. [10] Em 2012 ele foi cotado como pré-candidato para a prefeitura de São Paulo.[11][12][13][14][15][16][17].


Em 2012, Tiririca foi um dos 25 indicados ao Prêmio Congresso em Foco, que elege o melhor parlamentar do ano. Tiririca se destacou por ser um dos nove deputados (dentre 513) que participaram de todas as sessões de votação na Câmara em seu mandato. Entre os projetos de lei apresentados, está um que garante aos artistas circenses o direito de usufruir do SUS e matricular seus filhos em escolas da rede pública. O projeto foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Seguridade Social e Família e encaminhado para Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). [18][19].

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiririca_(artista)

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sábado, 6 de outubro de 2012

Eduardo Araújo - Cantor


Biografia

Eduardo Oliveira Araújo (Joaíma, 23 de julho de 1942) é um cantor brasileiro que integrou a Jovem Guarda (embora nunca tenha participado do programa da Rede Record)[1] e estourou com O bom, canção gravada em 1967.

Nascido no interior de Minas Gerais, na cidade de Joaíma, Eduardo é filho do fazendeiro Lídio Araújo, na infância seus ídolos eram Luiz Gonzaga e Pedro Raimundo[2], na adolescência Eduardo se deixa influenciar pelo Rock and Roll (principalmente por Gene Vincent)[3] e em 1958 participa da banda "The Playboys" e em 1960 se apresentava no programa de rádio de Aldair Pinto.

Início: mudança para o Rio de Janeiro

Em 1960, Eduardo se muda para o Rio de Janeiro e passa a se apresentar no programa de televisão "Hoje é Dia de Rock" apresentado por Jair Taumaturgo, no ano seguinte grava um disco de 78 rotações intitulado "Eduardo Araújo".

Também participou do "Clube do Rock" apresentado por Carlos Imperial, desapontando com o pouco sucesso, Eduardo volta para Joaíma[2].

Década de 60: a Jovem Guarda

Em 1966, Eduardo, Erasmo Carlos e Carlos Imperial foram acusados de corrupção de menores, após alguns meses sem aparições públicas, Eduardo e os demais são inocentados pelo Juizado de Menores[1].

Em 1967, após gravar os The Fevers e assinar um contrato com a TV Excelsior, grava dois de seus maiores sucesso, as canções, "O Bom" e "Vem Quente Que Estou Fervendo" (gravada anteriormente por Erasmo)[1].

Eduardo assina contrato com a TV Excelsior para apresentar o programa "O Bom" ao lado de Sylvinha (com quem se casaria em 1969)[1].

Em 1968, grava o álbum de Soul Music "A Onda é Boogaloo", álbum produzido por Tim Maia[4].

Década de 70

Com o fim da Jovem Guarda, Eduardo grava discos influenciado pela psicodelia e o rock progressivo[3][5], nessa época recria canções de compositores brasileiros como Chico Buarque, Ary Barroso[6] e Luiz Gonzaga[7].

Década de 80

Após ficar 5 anos sem se dedicar a carreira musical, Eduardo compõe uma canção em homenagem ao cavalo Mangalarga Marchador[2] e grava um disco com influências da música country e do country rock.

Década de 90

Nos anos 90, segue com o estilo da década anterior, apresenta dois programas de televisão "Pena na estrada" (exibido pelo SBT) e "Brasil Rural" (exibido pela TV Bandeirantes).

Em 1997 grava o álbum "Pó de Guaraná" em Nova Jersey, o álbum conta com a participação da banda brasileira Dr. Sin.

Os serranos em 2010 Eduardo Araujo fez uma participação especial com o grupo nativismo de musicas gauchas os serranos.


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Cantor, Compositor, Radialista, Musicólogo, Pesquisador e Produtor radiofônico


musicachiado.webs.com

Cantor, Compositor, Radialista, Musicólogo, Pesquisador e Produtor radiofônico 


Entre 1926 e 1927 fez o serviço militar na Marinha onde ganhou o apelido de Almirante.

Em 1928 integrou como cantor e pandeirista o Grupo Flor do Tempo, na Tijuca que, no ano seguinte, se transformaria no Bando de Tangarás. No carnaval de 1930 obtiveram o primeiro sucesso com Na Pavuna, de sua autoria e de Homero Dornelas.

Em 1931 iniciou a sua carreira solo. Participou dos filmes Alô, alô, Brasil, Estudantes, Alô, alô, carnaval e Banana da terra.

Em 1938 inicia a carreira de radialista onde lhe é atribuído o “slogan” A Mais Alta Patente do Rádio. Em 18 anos de atividade no rádio, estreou mais de vinte programas. Entre eles, destacamos: Caixa de perguntas (1938), A canção antiga (1941), Campeonato brasileiro de calouros (1944), Carnaval antigo (1946), Incrível! Fantástico! Extraordinário (1947), No Tempo de Noel Rosa (1951), Recolhendo o folclore (1955), entre outros.

Além de todas estas atividades, Almirante foi colecionador de dados relativos a história da MPB, tornando-se uma das maiores autoridades no assunto. Em 1965, seu arquivo foi incorporado ao MIS, Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

Em 1963, Almirante publicou o livro No Tempo de Noel Rosa, a primeira biografia eficaz do Poeta da Vila. Em 1990, Sérgio Cabral publica o livro No Tempo de Almirante.

A morte de Almirante foi causada por uma aneurisma cerebral.

http://musicachiado.webs.com/GravacoesRaras/Almirante.htm


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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sérgio Reis - Cantor

Sergioreis.jpg

Sérgio Bavini,[1] mais conhecido como Sérgio Reis (São Paulo, 22 de junho de 1940)[1], é um cantor sertanejo e ator brasileiro, famoso pelo seu repertório diversificado.

Paulistano nascido no tradicional bairro de Santana, fez parte da Jovem Guarda na década de 1960, criando em 1967 a música "Coração de papel". Gravou seu primeiro disco de música sertaneja com a música "Menino da gaita" em 1972. Seguiu-se o sucesso de "Menino da Porteira", "Adeus Mariana", "Disco Voador", "Panela Velha", "Filho Adotivo", "Pinga ni Mim" e várias outras canções. Seu disco "O Melhor de Sérgio Reis", lançado em 1981, vendeu mais de 1 milhão de cópias.O cantor optou por adotar o sobrenome de sua mãe , pois não achava o sobrenome de seu pai adequado para o ramo artístico.

No ano de 2002, Sérgio Reis prestou uma homenagem a Roberto Carlos, com o CD intitulado "nossas canções", onde "Serjão" interpretou músicas gravadas pelo Rei Roberto Carlos, de autoria deste em parceria com Erasmo Carlos e de outros compositores.

No ano de 2003, Sérgio Reis gravou seu primeiro DVD, intitulado "Sérgio Reis e filhos - violas e violeiros", e como o próprio título diz, "Serjão" teve seus filhos como músicos na apresentação.

Em 2010, para comemorar os mais de 40 anos de parceira, Sérgio Reis e Renato Teixeira lançaram o álbum (CD e DVD) ao vivo Amizade Sincera, que reuniu clássicos da música sertaneja.

Em 3 de março de 2012, o cantor caiu de uma altura de aproximadamente dois metros durante apresentação em show na cidade de Três Marias, em Minas Gerais e permaneceu internado para exames mais detalhados [2].
[editar]Carreira como ator.

Como ator, trabalhou em algumas telenovelas, como Pantanal e A História de Ana Raio e Zé Trovão, na extinta TV Manchete, e Paraíso" e "O Rei do Gado, na Rede Globo. Seu último trabalho como ator foi na telenovela Bicho do Mato, na Rede Record.

Na telenovela "O Rei do Gado", o personagem de Sérgio fazia uma dupla sertaneja com o personagem de Almir Sater, e a dupla era denominada na telenovela "Pirilampo & Saracura", tendo gravado, inclusive, músicas para a trilha sonora.

Vídeo com a música - Filho Adotivo


§  1967 - Coração de Papel
§  1969 - Anjo Triste
§  1973 - Sérgio Reis
§  1974 - João de Barro
§  1975 - Saudade de Minha Terra
§  1976 - Retrato do Meu Sertão
§  1977 - Sérgio Reis - Disco de ouro
§  1977 - O Menino da Porteira
§  1977 - Relaciones Internacionales
§  1978 - Mágoa de Boiadeiro
§  1978 - Natureza
§  1979 - Sérgio Reis
§  1980 - Sérgio Reis
§  1980 - Sérgio Reis - Disco de ouro
§  1981 - Boiadeiro Errante
§  1982 - O Melhor de Sérgio Reis
§  1982 - Os Grandes Sucessos de Sérgio Reis
§  1982 - A Sanfona do Menino
§  1983 - Sérgio Reis - Disco de ouro
§  1983 - Sérgio Reis
§  1984 - Sérgio Reis
§  1985 - Sérgio Reis
§  1985 - O Melhor de Sérgio Reis - Vol. 2
§  1987 - Sérgio Reis
§  1988 - Sérgio Reis
§  1989 - Sérgio Reis
§  1990 - Pantaneiro 
 1991 - Sérgio Reis
§  1993 - Sérgio Reis
§  1993 - Sérgio Reis - Acervo Especial
§  1994 - Ventos Uivantes
§  1995 - Grandes Sucessos de Sérgio Reis
§  1995 - Os Originais - Sérgio Reis
§  1996 - Marcando Estrada
§  1996 - O Rei do Gado
§  1997 - Vida Violeira
§  1997 - Boiadeiro
§  1998 - Sérgio Reis - Coleção JT
§  1998 - Sérgio Reis - Do Tamanho do Brasil
§  1998 - Essencial
§  1999 - Sérgio Reis - Popularidade
§  1999 - Essencial de Sérgio Reis
§  1999 - Melhor de Sérgio Reis
§  2000 - Série Bis - Jovem Guarda
§  2000 - Sérgio Reis - Dose Dupla
§  2000 - 40 anos de Estrada
§  2000 - Sérgio Reis & Convidados
§  2000 - Sérgio Reis
§  2001 - Sérgio Reis - 100 anos de Música
§  2002 - Sérgio Reis - Nossas Canções
§  2003 - O Divino Espírito do Sertão
§  2003 - Sérgio Reis e Filhos - Violas e Violeiros
§  2007 - Tributo a Goiás
§  2008 - Coração Estradeiro
§  2009 - 50 Anos Cantando o Brasil
2010 - Amizade Sincera (ao vivo, com Renato Teixeira




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