segunda-feira, 4 de julho de 2011

Michael Jackson - O Rei do Pop

Por: José Mendes Pereira
 
Uma breve biografia


Foto: bleffepoprock.blogspot.com

               Michael Joseph Jackson nasceu em Los Angeles, no dia 29 de agosto de 1958 e faleceu em sua cidade natal no dia 25 de junho de 2009. Foi um dos maiores líderes da musica pop. Além de cantar era compositor, dançarino, multiinstrumentista e produtor norte-americano.
               Michael Jackson era filho de Joseph e Katherine Jackson. Teve como irmãos os seguintes: Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, Randy e Janet. A situação não era muito boa, onde viviam em uma pequena casa de dois quartos. O pai sustentava a família trabalhando em uma siderúrgica. A mãe muito cedo colocou os filhos em uma igreja: “Testemunhas de Jeová” e passaram a praticar a evangelização de porta em porta. Mas esta religião não agradava o pai.

Foto: claudiafarnesi.com.br

                O pai de Michael era carrasco, fazendo com que os filhos vivessem trancados em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Mas os filhos gostavam de fugir de casa e iam para a casa de vizinhos. E lá, onde cantavam e faziam música. Desobediente, o filho mais velho gostava de usar a guitarra do pai, coisa que se ele soubesse dava bronca nele. 
                Certo dia o pai tomou conhecimento do talento dos filhos e procurou ganhar dinheiro através disso, saindo de Gary e foi para a Califórnia, e mais tarde foram contratados pela Motown.
                 Michael Jackson começou a mostrar o seu talento aos cinco anos de idade, cantando  e  dançando, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5, grupo de irmãos. Mas em 1971 deu início a sua carreira solo,  permanecendo como membro do grupo, que logo foi reconhecido como  Rei do Pop (King Of Pop).

Foto: caras.com.br

                Michael Jackson não teve dificuldade para dominar a música, e na década de 1980, tornou-se uma figura dominante na música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. Com isso só o fez crescer e seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" foram creditados como a causa da transformação do videoclipe em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White", "Scream", "Earth Song", entre outros, mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990.

Foto: seteponto7.com

                Michael Jackson criou uma nova dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot, o "The Lean" (inclinação de 45º), o famoso "Moonwalk". Seu estilo irreverente de cantar e dançar, bem como a sonoridade de suas canções, fez com que muitos dançarinos e cantores entrassem  nos ramos do hip hop, pop, R&B e rock. 
               Michael Jackson foi um filantropo e humanitário, fazendo doações  milionárias  de dólares, beneficiando 39 centros de caridades, através de sua própria fundação.

Foto: contigo.abril.com.br

                No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. 

Michael Jackson e Priscilla Presley 
          Foto: mauditos.wordpress.com                

                 No ano de 1993 foi acusado de abuso infantil, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil. 
                           
O sonho acabou para o Rei do Pop!


O rei do Pop, Michael Jackson,  faleceu no dia 25 de junho de 2009.
O seu caixão custou 25 mil dólares.

domingo, 3 de julho de 2011

FREDSON - Cantor


          Cantor e compositor, Fredson foi um dos integrantes do Trio Melodia, e a partir de 1969, se lançou em carreira solo, quando gravou pela Caravelle, o seu primeiro compacto com as músicas "Aniversário Do Meu Bem" e "Oh! Meu Imenso Amor", esta última, composição da dupla Roberto e Erasmo Carlos e grande sucesso com o Rei naquele mesmo ano.

Erasmo Carlos e Roberto Carlos
           
             Em seguida, Fredson lançou outro compacto de sucesso, contendo as canções "Até No Inferno Eu Vou Lhe Buscar" e "Porque Me Apaixonei".  
          O seu primeiro LP saiu em 1970, porém não teve grande repercussão. Somente em 1971, com o LP "Fredson - Volume Dois", é que o sucesso começou a bater a sua porta, a faixa de abertura, "Dolores Sierra", um clássico já gravado por Nelson Gonçalves e outros artistas, voltou às paradas de sucesso, agora nesta nova roupagem, feita pelo Fredson.



Nelson Gonçalves 
            
            A partir de 1973, a exemplo de outros artistas do elenco da Caravelle, Fredson assinou com a Beverly e lançou um ótimo álbum, que incluía os sucessos "Que Saudade É Essa", "Viajei Com Você" e a canção ufanista "Oh! Meu Brasil, Como Te Amo", esta música exaltava o Movimento Brasileiro De Alfabetização, o famoso MOBRAL, projeto do governo Médici para a área de educação e alfabetização.

Médici

A canção proclamava em seus versos:

"Olha o pendão da minha terra onde nasci
Com o Mobral a ensinar tanta gente
Oh! meu Brasil teu povo é tão feliz..."
            
            Mas a trajetória do cantor Fredson foi mesmo no campo da música romântica, no qual fez muito sucesso e emplacou várias músicas nas paradas. Ao todo, ele gravou sete LPs, sempre com o seu nome como título dos mesmos.

José Mendes - Cantor

         
           Cantor, Compositor, José Mendes nasceu na localidade de Machadinho, no município gaúcho de Lagoa Vermelha. Com a separação dos pais, mudou-se para a cidade de Santa Terezinha, no distrito de Esmeralda, em 1944, passando a residir com pais adotivos.            
           Viveu em Santa Terezinha durante 14 anos, período no qual trabalhou como peão de estância e começou a fazer suas primeiras serenatas.              
            Começou a se interessar pela música aos 14 anos, formando pouco depois, com um amigo, uma dupla amadora chamada "Os Irmãos Teixeira". Em 1958, foi prestar o serviço militar e mudou então para a cidade de Vacaria, onde se fixaria depois do serviço militar, decidindo, então, seguir a carreira artística. Iniciou a carreira artística em 1960, quando se mudou para a cidade de Júlio de Castilhos, onde formou o trio Os Seresteiros do Pampa. 
            Em 1962, depois de excursionar pelo nordeste do Rio Grande do Sul e por algumas cidades de Santa Catarina, decidiu que era hora de gravar um disco, ou abandonar a carreira. Pediu dinheiro emprestado ao fazendeiro Irineu Nery da Luz, que lhe cedeu a quantia de 20 mil cruzeiros, para viajar até São Paulo. Na capital paulista, dormiu vários dias em bancos da rodoviária, alimentando-se de pão e banana.

Em 2002, foi homenageado com a publicação do livro "Pára, Pedro - José Mendes 
 Vida e obra", de Ajadil Costa.

Música:

Pára Pedro 
De maior Sucesso

Era um baila lá na serra Na fazenda da Ramada
Foi por lá que um tal de Pedro se chegou de madrugada
Só escutei um zum zum mas não sabia de nada
Só ouvia mulher gritando: "Este Pedro é uma parada"

Pára Pedro, Pedro pára (4 vezes)
Era o Pedro lá num canto Beliscando a namorada
Pára Pedro, Pedro pára (4 vezes)
Quando foi lá pelas tantas que a farra estava animada
Apagaram o lampião e a bagunç;a formada
As velhas se revoltaram Pedroca não é de nada
E o Pedro brigou com as velhas e deu uma peleia
danada

Pára Pedro, Pedro pára (4 vezes)
Fazia cócegas nas velhas e as velhas davam risadas
Pára Pedro, Pedro pára (4 vezes)
Pedro foi dançar um xote com uma velha apaixonada
E surgiu o velho da velha e a coisa foi complicada
Pedro correu pelos fundos e entrou numa porta errada
As moças levaram um susto e gritavam desesperadas

Pára Pedro, Pedro pára (4 vezes)
Velha grudada no Pedro agarradoE o velho no Pedro
agarrado
Pára Pedro, Pedro pára (4 vezes)
E assim foi a noite inteira até o fim da madrugada
Pára Pedro, Pedro pára (4 vezes).






 

Wanderley Cardoso - Cantor


            Wanderley Conti Cardoso nasceu em São Paulo, no dia 10 de março de 1945.  Um cantor brasileiro. Nascido no bairro paulistano do Belenzinho. Começou a carreira de intérprete aos 13 anos. Morou nos bairros de Pirituba e Lapa em São Paulo. Estudou na escola Guilherme Kuhlmann, onde concluiu o primário (1º a 4º série), no Largo da Lapa, Lapa de Baixo, em São Paulo.
            Depois de cinco anos dedicados ao estudos, investiu com força no showbiz. Seu primeiro sucesso, gravado em 1965, chamava-se "Preste atenção". Rapidamente se tornou um dos ídolos da Jovem Guarda, ganhando o apelido de "O bom rapaz", título de seu grande sucesso gravado em 1967, que vendeu mais de cinco milhões de cópias.
           
Os Trapalhões

       Foi apresentador de rádio e televisão e participou como um dos trapalhões no programa "Os Adoráveis Trapalhões" na extinta TV Excelsior, ao lado de: 

Renato Aragão,
Ted Boy Marino e
Ivon Curi.

           O cantor aparece em um número musical no filme de 1966 de Renato Aragão, Na Onda do Iê-iê-iê, no qual também pode ser visto:

 Wilton Franco,

que criou o famoso programa humorístico para a TV Excelsior.

           Depois da Jovem Guarda e dos Adoráveis Trapalhões, foi contratado por:

Silvio Santos

 em 1970, juntamente com:

Paulo Sérgio e
Antônio Marcos,

para se apresentar semanalmente no quadro "Os galãs cantam e dançam na TV", que trazia além dos 3 (três) contratados fixos, vários cantores convidados. Manteve o romantismo em seus shows e discos.
             No cinema, protagonizou vários filmes e participou de algumas peças de teatro e telenovelas. Outro de seus sucessos foi "Adeus Ingrata" que lançou no filme "O pobre príncipe encantado", o qual conta com a participação de:

Flávio Migliaccio e
Vanusa.

          Ao longo de sua carreira, gravou mais de 900 músicas e vendeu cerca de dezesseis milhões de cópias de seus 84 discos. Morando no Rio de Janeiro, atualmente é evangélico e canta músicas da áurea época da Jovem Guarda, e suas mais novas canções Gospel. Recentemente lançou um DVD, com participações de vários artistas brasileiros.


Fonte: Wikipédia

Se você quer ler sobre cangaço, acesse:

sábado, 2 de julho de 2011

Leno e Lilian - Cantores


         Leno e Lílian era uma dupla de cantores que começou a se apresentar nos anos 60 no programa Jovem Guarda. Era formada por Gileno Osório Wanderley de Azevedo nascido em Natal, no Rio Grande do Norte em 1949, e Sílvia Lília Barrie Knapp, nascida no Rio de Janeiro, RJ, em 1948.
           Em 1966, a dupla lançou o primeiro disco, com as canções "Pobre Menina" e "Devolva-me". O primeiro LP, gravado logo em seguida, incluía essas duas primeiras músicas e ainda "Eu Não Sabia Que Você Existia", outro sucesso.
           Já em 1968, com uma separação da dupla, Leno seguiu carreira solo e gravou alguns discos com relativo êxito. Em 1972 eles voltam a se apresentar juntos. Nesse período, lançam canções produzidas e compostas por:

 Raul Seixas,

Renato Barros e seus Blue Caps

e outros autores, além de composições próprias.
            Ao longo das décadas de 1970 e 1980, Lílian e Leno desenvolveram carreiras solo, com alguns breves reencontros.
           Em 1980, Lílian obteve grande sucesso com a canção "Sou Rebelde". Nesta época, Lílian posa nua para uma edição especial da revista Homem, da Idéia Editorial.
             Nos anos 90, Leno e Lílian participaram de shows comemorativos aos 30 anos de Jovem Guarda e se apresentaram juntos ou separadamente. Alguns discos da dupla e individuais de Leno foram relançados em CD.
             Em 2001, Lílian volta em dose dupla: com o CD Lilian Knapp, seu primeiro álbum desde 1992, e o livro Como um Conto de Fadas (Editora Qualigraph), pequeno volume que é uma espécie de "autobiografia informal" da cantora.
           
Luiz Carlini
            
             Atualmente, Lilian (sob o nome Lil Knapp) faz parte da dupla de rock Kynna com o baterista Kdu Nolla. A dupla chegou a gravar alguns clássicos do rock nacional, com arranjos e cordas do guitarrista Luiz Carlini.

Acesse este site para ler sobre Lampião:

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Jorginho do Império - Cantor



           Jorge Antônio Carlos, ou Jorginho do Império nasceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de Fevereiro de 1944. É um cantor brasileiro, filho de Mano Décio da Viola, um dos fundadores da Império Serrano.
           Na beira do mar, canção lançada em 1975, foi o seu grande sucesso. Começou sua carreira ao lado do amigo Martinho da Vila.

Martinho da Vila

           Em 1971 foi eleito "cidadão samba do Estado da Guanabara"  Em mais de trinta anos de carreira, lançou 24 discos e fez shows na Argentina, na França e no Japão. Atualmente reside no bairro carioca de Madureira, na rua que tem o nome de seu pai e fica próxima à Império Serrano.
            Foi o principal intérprete do Império Serrano em dois carnavais. Em 1997, esteve à frente do microfone quando a escola trouxe o enredo "O mundo dos sonhos de Beto Carrero".


            Retornou ao posto em 1999, quando o enredo era "Uma rua chamada Brasil". Em ambas as oportunidades, o Império Serrano foi rebaixado ao Grupo de Acesso A e também na escola, exerceu a função de diretor de Carnaval.
             Jorginho também é radialista, onde comanda o programa Barracão do Samba da Rádio Livre 1440, ao lado de Marcelo Pacífico.

Marcelo Pacífico
        
           Lançou em 06 de Janeiro de 2011 o site www.barracaodosamba.com aonde transmite o seu programa para a web e muitos artigos sobre sambistas e o mundo do samba.


Fonte Wikipédia


Se você quer estudar o cangaço, coisa que não lhe ofende de jeito nenhum, acesse os blogs:







Waldick Soriano - Cantor


          
            Eurípedes Waldick Soriano nasceu em  Caetité, no dia 13 de maio de 1933, no Rio de Janeiro, e faleceu no dia 04 de setembro de 2008. Foi um cantor e compositor brasileiro, ícone da música classificada como brega.
         
Patrícia Pillar

            Em 2007, Patrícia Pillar dirigiu um documentário sobre o cantor, Waldick, Sempre no Meu Coração.
            Nascido na Bahia, filho de Manuel Sebastião Soriano, comerciante de ametistas no distrito de Brejinho das Ametistas, em sua cidade natal. Fato marcante de sua infância foi o abandono do lar pela mãe, a quem era muito apegado.
             Em Caetité viveu sua juventude, sempre boêmia, até um incidente num clube local, que o fez buscar o destino fora da cidade. Desde muito novo era um inveterado namorador e aventureiro e, seguindo o caminho de muitos sertanejos, foi tentar a vida em São Paulo.
            Antes de ingressar na carreira artística, trabalhou como lavrador, engraxate e garimpeiro. Apesar das dificuldades, conseguiu se tornar conhecido nos anos 50 com a música "Quem és tu?".
            Ele se destacava por suas canções sobre dor-de-cotovelo e seu visual revolucionário para a época: sempre usava roupas negras e óculos escuros.
           
Cantor Falcão
          
            Seu maior sucesso foi "Eu não sou cachorro não", que foi regravada em inglês macarrônico por Falcão. Também se tornaram conhecidas outras músicas suas, tais como "Paixão de um Homem", "A Carta", "A Dama de Vermelho" e "Se Eu Morresse Amanhã".

O "fenômeno" Waldick
          
             A posição quase marginal que o ritmo "cafona" ocupou mereceu uma análise mais acurada e científica, já na 5ª edição, pelo historiador e jornalista Paulo César de Araújo.

Paulo César de Araújo

              Intitulado "Eu não sou cachorro, não - Música popular cafona e ditadura militar" (Rio de Janeiro, Record, 2005), a obra traz, já em seu título, uma referência a este cantor e sua música de maior sucesso. Ali o autor contesta, de forma veemente, o papel de adesista ao regime de exceção implantado a ferro e fogo no Brasil pelos militares, por parte dos músicos "bregas". Waldick, segundo ele, é um dos exemplos, tendo sua música "Tortura de Amor" censurada em 1974, quando foi por ele reeditada. Apesar de ser uma composição de 1962, o regime não tolerava que se falasse a palavra "tortura"...
          A revista "Nossa História", de dezembro de 2005, refere-se ao cantor como "o mais folclórico dos cafonas" (ano 3, nº26, ed. Vera Cruz).

Jô Soares

            Num dos programas do apresentador Jô Soares, o músico Ubirajara Penacho dos Reis - Bira - declarou que nos anos 60 tocava apenas os sucessos de Waldick.

Bira - Músico do programa do Jô Soares

          Na sua cidade natal, Waldick sempre foi tratado com certo menosprezo. Aristocrática, Caetité mantinha apenas nas camadas mais populares uma fiel admiração. Ali teve dois de seus filhos, gêmeos, de forma quase despercebida, em 1966.
           Em meados da década de 90, porém, a cidade teve num político o resgate do filho ilustre. O vereador Edilson Batista protagonizou uma grande homenagem, que nomeou uma das principais avenidas com o nome de Waldick.
           Pouco tempo depois, o SBT realizava ali um documentário, encenado por moradores locais, retratando a juventude de Waldick, sua paixão pela professora Zilmar Moura, a mudança para o sul.


          Sílvio Santos aliás, protagonizou com Waldick uma das mais inusitadas cenas da televisão brasileira: no abraço que deram, foram perdendo o equilíbrio até ambos caírem, abraçados, no chão. Ali, então, simularam um affair, provocando hilaridade.
            Por tudo isto, Waldick Soriano faz-se símbolo, no Brasil inteiro, de um estilo, de uma classe social, e da sua manifestação cultural, pulsante e criativa.
Doença
          
           Waldick teve diagnosticado um câncer de próstata em 2006. Em 2 de julho de 2008 foi divulgado que seu estado de saúde era grave,  pois já ocorrera metástase da doença. Veio a falecer em 4 de setembro no Instituto Nacional do Câncer (Inca), em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro.

O bolero de Lindomar Castilho

   Ramiro Zwetsch, de Goiânia
  

            Conhecido como o rei do bolero na década de 70, Lindomar Castilho retorna a carreira depois de cumprir doze anos de prisão por assassinar a mulher.
           Nem os boleros mais tristes teriam desfecho mais dramático. A história que envolveu os cantores Lindomar Castilho e Eliane de Grammont acabou em tragédia, abrindo uma ferida que ainda está longe de cicatrizar.
           O goiano Lindomar e a paulista Eliane se casaram no dia 10 de março de 1979, dois anos depois de se conhecerem nos corredores da antiga gravadora RCA, em São Paulo.

Ag F4/ Lucrecio Jr
Lindomar e Eliane

           O cantor, na época, já era conhecido como o rei do bolero enquanto ela ainda ensaiava os primeiros passos de sua carreira. O casal teve uma filha, Liliane de Grammont, e se separou exatamente um ano depois da data do casamento.
            “Antes de casar, os dois decidiram que ela não cantaria mais para se dedicar ao lar”, conta Helena de Grammont, 50 anos, irmã de Eliane e repórter do Fantástico.
          Depois da separação, a cantora voltou a fazer shows. Na madrugada de 30 de março de 1981, ela cantava no Café Belle Époque, em São Paulo, acompanhada pelo violão de seu novo namorado, Carlos Randall, primo de Lindomar.

Lindomar Castilho na rua e em sua casa, em Goiânia: “Carrego
um sentimento de culpa enorme”, diz o cantor, que recomeça
a carreira, ainda atormentado pelas lembranças
do crime que cometeu
          
            Enquanto cantava os versos “Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim”, da canção “João e Maria”, de Chico Buarque, levou cinco tiros pelas costas. O autor do crime era seu ex-marido.

Chico Buarque de Holanda

           Depois de cumprir doze anos de pena – seis deles em regime semi- aberto – Lindomar Castilho ganhou liberdade em 1996 e tenta agora retomar a carreira, na esteira do sucesso de Reginaldo Rossi, outro cantor romântico que estourou nos anos 60 e voltou a ser notícia recentemente.

 
Reginaldo Rossi

           O cantor está lançando Lindomar Castilho ao Vivo, o primeiro CD por uma grande gravadora desde o cumprimento da pena. “Minha voz não é a mesma, mas continua boa”, opina.
           Desde que se encontra em liberdade, Lindomar mora em Goiânia e evita ir a São Paulo. “Eu carrego um sentimento de culpa enorme”, diz o cantor. Arrependimento, no entanto, é uma palavra que ele prefere não pronunciar. “Não é arrependimento. A tragédia aconteceu, independente do meu querer ou não querer”, diz ele, enxugando as lágrimas e tentando mudar de assunto. “Agora estou procurando ocupar minha cabeça, trabalhando dia e noite nesse disco.”
          Por ironia do destino, Lindomar saiu de Goiás para começar a carreira em São Paulo, em 1961, a convite de Paulo de Grammont, tio de Eliane e diretor artístico da Organização Vítor Costa, grupo de comunicação que detinha a concessão do canal 5. Nessa época Eliane nem era nascida. “Embora nossa família tivesse contato com Lindomar, nós só o conhecemos de verdade através de Eliane”, lembra Helena. “Conhecíamos o artista, não a pessoa”.

 violencia2.jpg
Eliane

           Ainda em 1961, o cantor lançou seu primeiro álbum, com repertório de Vicente Celestino. Daí em diante trilhou um caminho de sucesso, chegando a vender, na década de 70, 500 mil cópias de um LP, marca mais do que satisfatória para os padrões da época.

Vicente Celestino

           Com o novo disco, Lindomar pretende vender ainda mais. “Minha filha, Liliane, me fez uma grande surpresa, me procurando um dia antes do meu aniversário, em 1998”, lembra Lindomar. “Foi ela quem me sugeriu que eu retomasse a carreira”.
           Lindomar não via a filha havia 17 anos. Liliane – que não retornou o contato ao ser procurada por Gente – cresceu em São Paulo, criada pelas tias Helena e Carmen de Grammont. Ela tem hoje 20 anos, é dançarina e realizou um curso de seis meses na escola de dança Julliard School, de Nova York, financiado pelo pai.

Liliane

         Desde aquele reencontro, Lindomar e Liliane voltaram a se ver poucas vezes. “Eu não a procuro por respeito à família atingida”, argumenta o cantor que não se sente à vontade em ligar para a casa de Helena de Grammont, com quem a filha mora atualmente. “Liliane foi atrás da história de sua vida. Ela precisava conhecer o pai”, explica Helena. “Nós nunca falamos mal do pai dela, aliás nós quase nunca mencionamos sequer o nome dele.”

Lindomar Castilho
Lindomar Castilho

           Depois de ser procurado pela filha, Lindomar voltou a fazer alguns shows. Logo veio o convite da gravadora Sony, que foi aceito na hora. O repertório reúne grandes sucessos de sua carreira, incluindo composições próprias e canções de outros autores que ficaram famosas na sua interpretação. Estão no disco, entre outras, “Eu Vou Rifar Meu Coração” (que tem mais de 50 regravações mexicanas), “Você É Doida Demais” (regravada por Leandro e Leonardo) e “Cabecinha no Ombro”. 

 
Leandro & Leonardo

           Lindomar vive em Goiânia e namora a funcionária pública, Vera Cruz de Castro Lobo, 49 anos, que o cantor faz questão de manter distante da imprensa. “Ela não tem nada a dizer sobre tudo que aconteceu”, afirma Lindomar.


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